ULISSES MENDONÇA MARTINS

TRIBUTO À ASTRONOMIA
@ SETUBAL 38º 31' 58" N / 8º 54' 00" W


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Atalaia 29-02-2008 Portela de S. Faustino - Boliqueime - Algarve 30 e 31-12-2007
Setúbal 23-12-2007 Atalaia 15-12-2007 Atalaia 30-11-2007
A Canon 350D e as objectivas EF-S 15-55mm e SIGMA DG 70-300mm Atalaia 03-11-2007 Atalaia 10-08-2007
Atalaia 13-07-2007 Atalaia 07-07-2007 Atalaia 06-06-2007
Portela de S. Faustino - Boliqueime - Algarve 07 e 08-04-2007 Atalaia 10-03-2007 Atalaia 27-01-2007
Atalaia 23-12-2006 Atalaia 21-01-2006 Atalaia 04-01-2006
Atalaia 05-11-2005 Colar de Perdizes 04-06-2005 Atalaia 12-02-2005
Atalaia 18-12-2004 Atalaia 10-12-2004 Atalaia 25-09-2004
Atalaia 28-08-2004 Colar de perdizes 26-06-2004 Colar de perdizes 11-06-2004
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Atalaia 02-01-2004 Atalaia 30-12-2003 Atalaia 23-12-2003
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Atalaia 29-02-2008

Foi esta a primeira observação do presente ano bissexto, no ultimo dia de Fevereiro, tendo ido para o local bem mais cedo do que é costume, numa noite de quase Lua Nova, e encontrei no local já instalados o João Gregório, Hugo Silva e o Rui Rodrigues, tendo chegado depois o Francisco Gomes.
A noite estava com demasiada claridade para o meu gosto, devido a muita humidade na atmosfera, que reflecte a cada vez maior poluição luminosa que vai inundando a toda a volta como uma praga que alastra silenciosamente.
Se há cerca de uma meia dúzia de anos, em noite de Lua Nova, nem víamos as caras uns dos outros, agora vê-se às claras sem grande esforço quase as marcas das roupas (...). O futuro não é risonho, nestas paragens, para os amantes deste hobbie nocturno.

Após instalar o equipamento, LXD75 e o Newtoniano 8", observei um pouco ainda nas imediações de Orion e do Leão, com o Saturno muito bonito junto à sua "pata da frente". Depois no refractor do Francisco, o planeta também se via muito bonito, com alguma tonalidade adicionada pelas lentes, que pintavam com não pouca aberração cromática, quer as estrelas duplas que perseguiu e desenhou toda a noite, quer o próprio "planeta orelhudo", como Galileu lhe chamou.
Com a reflex 350D ainda tirei algumas fotos, que não ficaram nada de jeito, quer pelo alinhamento muito deficiente da montagem, quer pela fraca estabilidade do setup, quer pela claridade e humidade no céu. Mas, ficou um pequeno registo, no qual se podem ver, o planeta Saturno com algumas das suas luas (Enceladus, Rhea, Thethis, Dione e talvez Titan e Hyperion), M104 (galáxia do Sombrero em Virgo), M51 e NGC 5195 (galáxia Whirlpool em Canes Venatici), M101 (galáxia em Ursa Major), NGC 6543 (nebulosa planetária Cat´s Eye em Draco), M97 (nebulosa planetária Owl em Ursa Major), M81 e M82 (galáxias em Ursa Major), duas galáxias que não sei bem quais são no enxame em Virgo (M85 e NGC 4394?), Estrela dupla Algorab (delta Corvi - SAO 157323) e Estrela dupla Mizar (zeta Ursae Majoris - SAO 28737).


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Portela de S. Faustino - Boliqueime - Algarve 30 e 31-12-2007

Aproveitando o final do ano de 2007 nas terras mais a sul de Portugal e um céu invejável, ainda deu para uns bons disparos com a Canon EOS 350D que aqui reproduzo.

É sempre interessante aproveitar as variações de luminosidade ao fim da tarde e depois o desenvolver da noite, brincando com as sombras e com as luminosidades diversas que se encontram num céu moderadamente escuro.






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Setúbal 23-12-2007

Com a Lua Cheia a fazer uma "rasante" a Marte, lá fui para o telhado fazer um boneco aos dois, não tendo no entanto conseguido apanhar o par em simultâneo (!). Condições de observação: Canon EOS 350D com a objectiva Sigma no tripé e algum vento, 1/1000seg., F/5.6, focal 300mm ISO200 e uns pozinhos de perlimpimpim no MaximDL.

Ainda surpreendi um pombo a dormitar no muro do telhado, o flamejante castelo de Palmela e o prédio que explodiu e que já está em reconstrução.




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Atalaia 15-12-2007

Aproveitando a noite limpa e com a Lua em fase crescente, mas só a 33% iluminada, fui para a Atalaia ainda cedo, por volta das 19:30, tendo encontrado lá já instalados o João Gregório, o Henrique Ferreira e o Filipe Dias, que tinha ido só para testar uma Atik, mas que sem o devido equipamento térmico, tremia de frio e teve que sair cedo, pois a temperatura já rondava os 0 graus.

Depois ao longo da noite, foram chegando mais companheiros bem como o gelo que foi cobrindo o carro todo e o telescópio.

Entre muitos que lá estavam e que não fixei o nome, juntaram-se no recinto o Francisco Gomes, o Luis Evangelista, o Joaquim Rosa e a Ana Sousa, o Rui Tripa, o José Ribeiro, o Alberto Fernando e o Filipe Alves.

Acompanhado da LXD75 e do Newtoniano Orion 8" iniciei observando alguns objectos em modo visual e depois acoplei a Canon EOS no foco primário e insisti em fazer mais algumas fotos rudimentares que aqui anexo para registo gráfico mais do que para show-off, dado que são registos brutos e primários e sem pretensão a mais do que isso (17P/Holmes, NGC869 e NGC884, M81, M97 e M108, NGC1973/NGC1975, M46 e NGC2438, IC432, M1, M65 e M66 e M51).






Ainda refrigerei no tejadilho do 106, uma Hefe Weisbeer de meio litro, que depois devorei com duas sanduíches, já que não tinha jantado e por volta das 03:00 deixei o local, completamente enregelado apesar do fato de neve. As botas ainda não são as apropriadas para aquelas condições, o que é uma coisa a melhorar.

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Atalaia 30-11-2007

Em noite de grande enchente no recinto da Atalaia, com a visita de professores e alunos, foi a minha primeira visita ao local desde que está fechado com um portão, tendo-me à entrada cruzado nele com o José Ribeiro, que se retirava.
Encontrei no sitio de observação o Francisco Gomes, o Rui Tripa, o Hugo Silva, o João Gregório, o Henrique Ferreira e o João Nuno, tendo depois chegado também o Alberto Fernando, o Luis Campos, mais outros colegas e o grande grupo de professores e alunos, tendo totalizado no local cerca de 50 pessoas.
Enquanto uns se entretinham na aquisição de imagens, outros testavam os novos equipamentos, como o Meade LightBridge 12" do João Nuno e a binoviwer William Optics do Francisco.
Entretanto, o Alberto e o Francisco fizeram um bela recepção ao grupo de alunos e mostravam-lhes o céu com os Dobson 10" disponíveis e respondiam às suas perguntas.
Fiz mais uns testes com a Canon EOS 350D e o tubo reflector Orion 8" com a montagem LXD75, tendo tido grandes dificuldades no processo de focagem da câmera, quer no foco primário da OTA, quer com as objectivas EF-S 15-55mm e SIGMA DG 70-300mm em modos manuais. Fez tambem muita falta um interruptor eléctrico para o disparo da câmera sem a fazer tremer, o que se nota muito nas fotos. Mas aqui envio alguns exemplares de fotos do cometa P17/Holmes, da M42 e NGC 1975-77, da M31 M32 e M110, da M82, do M46 e da NGC 2438 e da Lua, sem empilhagens nem processamentos.


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A Canon 350D e as objectivas EF-S 15-55mm e SIGMA DG 70-300mm

Tendo já há cerca de três meses adquirido a reflex digital da Canon, EOS 350D, com o objectivo de ter uma máquina fotográfica semiprofissional e com grandes capacidades para fotos tanto diurnas como nocturnas, dado o seu sensor CMOS de grande sensibilidade, resolvi agora juntar ao conjunto do corpo e da objectiva EF-S 18-55mm fornecida, uma objectiva SIGMA DG Macro 70-300mm F4-5.6, especialmente tendo em mente conseguir não só fotos de grande campo, mas poder obter fotos mais localizadas e com maior zoom de porções do céu especificas.

Esta objectiva é consideravelmente mais pesada e tem claro um campo muito menor que a original fornecida com a máquina e o seu uso já recomenda um tripé, especialmente para uso em grandes amplificações.
Foi uma surpresa os resultados que tenho obtido e que tenho vindo a testar com agrado, especialmente dado o seu preço de cerca de 150 Euros.

Esta objectiva tem uma grande qualidade e vem fornecida com as necessárias tampas das lentes à frente e atrás e um escudo para protecção contra os reflexos na lente frontal.
O seu uso em modo macro é obtido por combinação dos switchs de zoom em foco manual e do switch macro, que obriga à colocação da distância focal em 300mm pela selecção no anel de zoom e depois a focagem manual é efectuada no anel respectivo.

A precisão de focagem em modo auto-focus é bastante boa e tem uma resposta bastante agradável.
Não notei grande aberração cromática na lente, mas outros testes são necessários bem como espero em breve poder fazer testes com o conjunto em pigi-back na montagem equatorial LXD75 e em céus nocturnos.
Coloco algumas imagens do conjunto e do uso das duas objectivas referidas com distâncias focais crescentes, para teste da sua performance.
As três fotos seguintes foram tiradas com a objectiva Canon EF-S 15-55mm a distâncias focais de 18mm F/10, 35mm F/11 e 55mm F/11, ambas a ISO200 respectivamente.



As três fotos seguintes foram tiradas com a objectiva SIGMA DG Macro 70-300mm F4-5.6 a distâncias focais de 70mm F/10, 133mm F/8 e 300mm F/8, ambas a ISO200 respectivamente.





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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 03-11-2007

Ontem, aproveitando a noite óptima de sábado, no fim-de-semana antes da Lua Nova, dirigi-me à Atalaia, tendo encontrado no recinto, por volta das 21:30, os companheiros de observação Francisco Gomes, Luís Evangelista e mais dois outros frequentadores esporádicos, um chamado David e outro que não fixei o nome. Um pouco mais tarde juntou-se a nós o Joaquim Rosa.

O céu estava muito bom e era possível observar muito bem a olho nu o cometa do momento 17P/Holmes, que se apresenta por observação directa como uma mancha circular difusa, quase como uma nebulosa planetária. A sua visão na ocular do Dob10" do Francisco e no meu N8" era pura e simplesmente estonteante. O detalhe leitoso e branco do núcleo e cabeleira circular é espectacular. Estava habituado à sua visão da janela de casa com o binóculo e com o AS4", mas o salto de detalhe e tamanho com o 8" é brutal. Lindo de se ver. Foi perfeitamente visível que o cometa apresenta do lado direito, pela visão na ocular, uma fronteira perfeitamente circular, sendo no lado esquerdo mais difusa a sua fronteira, mostrando claramente a direcção da sua cauda. Certamente o mais belo cometa que já vi pelo telescópio.

O planeta Marte era também um possível alvo a não perder, mas dada a grande distância a que se encontra, ainda tem pouco interesse em observação visual, sendo necessária grande amplificação para poder perceber a sua calote. É uma pena, pois as excelentes fotografias de Marte do Paulo Casquinha, deixam-nos maravilhados.
Gostei particularmente de visitar as belas galáxias na Ursa Maior e a célebre nebulosa no Touro, bem como a mais espectacular nebulosa em Orion. Os enxames de estrelas em Pupis e em Auriga também são de uma visão espectacular. E claro os belos enxames em Cassiopeia e Perseu e a magnífica galáxia de Andrómeda, um alvo que nunca se perde, sempre que é possível observá-lo.

Por volta das 02:00, já o Leão se erguia e a Lua ameaçava aparecer, o vento gélido começou a fustigar-nos a face e era a hora de arrumar e rumar a casa.
Esta noite foi curiosamente uma experiencia única, quase nostálgica, pois foi possível ter no recinto um grupo de entusiastas do céu, em alegre convívio, como nos bons velhos tempos, espreitando unicamente os objectos pela ocular dos telescópios.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 10-08-2007

Uma noite cheia de humidade, mas como sempre em boa companhia, com o recinto com alguns dos habituais frequentadores e alguns visitantes pela primeira vez. Os presentes além de mim foram o Francisco Gomes, o João Gregório, o Henrique Ferreira, o Hugo Silva, o Marcelo Gracias, Pedro Félix e a Catarina Clemente.
A noite foi totalmente salpicada de meteoritos, dada a proximidade da chuva de meteoros Perseidas já no próximo domingo. Foi interessante, dado haver bastante silêncio no recinto, poder escutar após alguns dos percursos luminosos, os estampidos sonoros semelhantes a pequenas rajadas ligeiramente abafadas e com curta amplitude e rápida frequência.
Fui fazer os primeiros testes nocturnos com a recente adquirida Canon EOS 350D e com o tripé efectuei algumas exposições, não tendo usado o filtro integrado de redução de ruído. O comando manual do obturador é de grande utilidade pois permite no modo de longa exposição evitar as vibrações sem a necessidade de pressionar o botão de focagem e disparo no corpo da máquina.
O adaptador de origem do Meade LXD75 N6" para roscar no T-ring de ligação ao corpo da máquina, também não é muito prático, pois tem que ser roscado no draw-tube de 2" e essa operação não é prática. A alternativa de roscar primeiro o adaptador e o T-ring no draw-tube e depois encaixar o corpo da máquina neste, tambem não é muito prática e não é boa para a "saúde" da mesma. A melhor solução será mesmo usar um adaptador de T-ring que encaixe no adaptador de 2" do draw-tube e que se coloque no mesmo como uma ocular de 2".
A focagem manual em modo Bulb por sua vez, não é pacifica quando se aponta a zonas menos luminosas do céu e a utilização do corpo da máquina no foco primário do Meade LXD75 N6" foi pouco mais do que atabalhoada e ineficaz, já que não entendo ainda como se controla a obtenção de foco. Terei que efectuar primeiro algumas experiências da janela de casa, para entender o modo de funcionamento do corpo da máquina colocada nessa situação.
Aproveitei a noite para efectuar algumas visitas a objectos do céu que já não revia há algum tempo, mas a pouco e pouco, com o avanço da humidade foi sendo cada vez mais difícil observar o céu para além da zona do zénite e por volta das 02:30 arrumei o material e regressei a casa.


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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 13-07-2007

Ninguém se habilitou para a Atalaia, além de mim e do Francisco e um outro companheiro chamado João Luis Pedro, que por lá apareceu sem telescópio e esteve connosco a observar entre um e outro telescópio; o Dob truss Meade LB 12" e o Orion 8" com a lxd75.
Cheguei ao local perto das 22:15 e mais uma vez fiz uma entrada no sitio escoltado por uma simpática lebre que correu a frente do carro uns 50m. Gostaria de acreditar que é a mesma da semana passada, mas só ela saberá.
Enquanto os espelhos arrefeciam, estivemos a colimar os telescópios e o Meade LB deu mais trabalho, pois foi a primeira afinação e ainda precisa de muito trabalho para ficar a 100%. A construção do telescópio é muito sólida e o mesmo tem muito bom aspecto. Os espelhos vieram depois a dar boas imagens mas uma colimação mais cuidada em casa pelo Francisco, será aconselhável com vista a posição do espelho secundário.
Depois a noite foi sendo usufruída até cerca das 02:30, navegando pelos inúmeros enxames e nebulosas planetárias e nebulosas difusas e galáxias.
O filtro OIII foi uma grande mais valia e os detalhes na Veil, no Haltere, na Omega, na Trifida, na Lagoon, na Ring e nas muitas planetárias que observei, são espectaculares no tubo de 8". Estou muito satisfeito.
Ainda vimos um grande flare a Oeste e demos uma espreitadela no cometa C/2006 VZ13 Linear (mag 9.8), que se encontra entre o Dragão e a Baleia e se move na direcção desta. No 12" estava com uma enorme superfície e faz lembrar um grande enxame de estrelas desfocado.
O espelho de 12" mostrava em Júpiter imensas bandas e numa delas era possível observar irregularidades, quase mostrando textura.
Os enxames no Sagitário, nos Cães de caça, Hércules, Pegaso e no Perseu ficaram na vista nos dois telescópios.
Com o aparecimento de Marte e de Capela, começou a vir o sono e saímos do local perto das 02:30.
Ainda fiz um foto do céu a Sul, que mostra um pouco das jóias da Via Láctea, que estava muito bem definida, mas as pilhas acabaram e não deu para mais. O ruído é mais que muito e definitivamente vou mesmo ter que fazer um upgrade para algo mais a sério como a 350D.


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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 07-07-2007

Mais uma noite na Atalaia com a montagem Meade Lxd75 e com o Orion 8", tendo finalmente testado o extensor focal no focador cryford e o mesmo provou obter um bom foco, quer com as oculares de 1.25" quer com a de 2".
A montagem trabalhou muito bem umas belas 3 horas e não me desiludiu em nada. Usei oculares plossl da TV e uma baratíssima BS Astro UWA de 2" (80º) 30mm e devo dizer as imagens são excelentes. Usei também o filtro OIII da Astronomik e a Veil e a Dumbel, saltavam ali leitosas e cheias de filamentos, quase tão bem como no Obsession de 15" ali ao lado com a Nagler type 52.
A noite esteve muito boa e apesar de algumas nuvens no início, via-se a via láctea muito marcada e as estrelas muito brilhantes no céu. O Filipe Alves até comentava com o Alberto que parecia um céu de magnitude 6.
Além de muitos outros astrónomos amadores que não conhecia, também lá estavam o João Gregório à caça de cometas e o Henrique Ferreira, ambos a fazer astrofotografia.
Diverti-me e observei imenso com o André e a noite começou muito bem, com uma lebre a correr à frente do carro no caminho de terra para o sítio de observação.
O local esteve muito bem povoado como sempre e eu lá estive com a montagem a arranhar e a quebrar aquele belo silêncio sepulcral do campo à noite, com os seus ruídos característicos das cigarras e das aves e outras criaturas nocturnas e aquele magnífico e hipnótico cheiro às ervas do campo.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 06-06-2007

Como no dia seguinte era o feriado de 07-06-2007, dia do Corpo de Deus, desloquei-me na noite de véspera à Atalaia, onde me juntei aos colegas Alcino Pacheco, Francisco Gomes, João Gregório, José Ribeiro, Henrique Ferreira, Filipe Alves e Luis Evangelista, entre outros.
Aproveitei o facto da Lua só nascer perto das 02:00 para testar finalmente o novo tubo reflector de 8" f/5, da Orion USA, com a montagem LXD75. Esta aguentou-se com o novo tubo e com mais um contrapeso, apesar de devido às ligeiras folgas haver alguma vibração no final dos posicionamentos e procuras com o Autostar. É um mal com o qual se pode viver com uma montagem deste tipo e claro, deste preço.
Foi possível testar o tubo com o seu focador Cryford muito suave, com algumas oculares de 1.25" e 2" e deu para verificar que para se obter focagem é necessário um extensor focal, já que este focador é de baixo perfil.
Foi possível nesta noite observar Vénus, Saturno, Júpiter e a Lua, bem como passear um pouco pelas constelações de verão com os seus objectos estelares que muito aprecio revisitar; na Lira a M57 (Ring Nebula - planetary nebula), na Vulpecula a M27 (dumbell planetary nebula), no Cisne a NGC 6826 (Blinking planetary nebula) e NGC 6960 (parte da Veil Nebula), no Sagitário a M17 (Omega nebula) e o M22 (Globular Cluster), nos Cães de Caça o magnifico M3 (Globular Cluster), entre muitos outros objectos.
Por volta das 03:00, já com a Lua a iluminar muito o céu e como a humidade já ia tomando conta de tudo, deixei o recinto rumo a casa.


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OBSERVAÇÃO NO SITIO DA PORTELA DE S. FAUSTINO - Boliqueime - Algarve em 07 e 08-04-2007

Aproveitando os dias de descanso da Páscoa, levei o telescópio Meade N6" e a montagem equatorial LXD75, para o monte na Portela de S. Faustino, perto de Boliqueime (37º04' N / 8º07' W lidos no GPS).
A noite de 07-04-2007 decorreu com o céu ora totalmente nublado, ora com boas abertas que permitiam ir observando. Já a noite de 08-04-2007 foi límpida e cristalina, após as chuvadas e tempestade com trovoadas da tarde.
Coloquei o telescópio no terraço da casa, tendo assim uma ampla vista de 360º da abobada celeste para observar junto com o meu filho André, que se mostra muito entusiasta na exploração das "pequenas" jóias que salpicam o céu e que o Autostar da montagem LXD75 vai descobrindo, mesmo com um alinhamento grosseiro pela estrela Polar e por mais duas estrelas adicionais.
Além dos planetas Vénus e Saturno, foi possível nas duas noites fazer uma visita a muitas constelações e objectos estelares, uns já conhecidos e outros que observava pela primeira vez.
Destaco assim dos objectos observados, os seguintes: M81, M82, M97, M101, M102, M51, M3, M106, M95, M96, M105, M65, M66, M67, M44, M42, M46, M47, M48, M36, M37, M38, M41, M93, M104, M68, M5, M13, M92, NGC 869 e 884, entre outros que já não me recordo.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 10-03-2007

Mais uma excelente noite de observação na Atalaia, tirando partido do céu limpo e sem nuvens e do nascer da Lua já mais tardio cerca das 01:15.
Cheguei com o meu filho André Alexandre ao recinto cerca das 20:00. Levámos algumas sandwiches e chá quente para ir reconfortando a barriga, pois não jantámos. Já se encontravam no recinto o Anselmo Dias e o Hugo Silva, acompanhado de alguns colegas do Núcleo de Astronomia e outros astrónomos que não conhecia. Pouco depois foram chegando mais amigos e colegas de observação. Citando os que conhecia; O Francisco Gomes, o João Gregório, o Luis Evangelista, o José Ribeiro, o Joaquim Rosa e a Ana, o Alberto Fernando e o Alfonso Portela e até a professora Natália lá apareceu com outros seus conhecidos.
Montámos o LXD75 6" e após o alinhamento da montagem, iniciámos rapidamente o roteiro no céu, começando claro por M42 em Orion e percorrendo depois uma série de objectos à medida que íamos observando, ora num ora noutro telescópio, comparando as imagens. Aproveitei a noite para visitar algumas nebulosas planetárias e enxames de estrelas, em constelações como a Ursa Maior, Cães de Caça, Cão Maior, Cão Menor, Leão, Eridanus, Corvo, Perseu, Cassiopeia, Hércules e Touro.
O Anselmo iniciava-se na astrofotografia, com uma Canon 350D montada no Megrez e numa pequena montagem motorizada que fazia aparentemente um seguimento bastante bom. O Francisco ia mostrando aos curiosos os objectos no Dobson 10" mostrando a mestria no manuseamento do telescópio para procurar os objectos no céu e brindando-nos com a sua sempre grande simpatia. Estava também perto de nós um outro senhor com um Dobson 10".
O José Ribeiro e o João Gregório, estavam dedicados à aquisição de espectros de estrelas e imagens de supernovas e haviam outras pessoas a adquirir imagens e alguns outros dedicados à observação visual, como o Joaquim e a Ana com o LXD75 6", o Luis Evangelista com o Lightbridge 10" e o Alberto Fernando e Alfonso Portela com o Obsession 15".
Foi uma boa noite, de observação razoável e de bom convívio.
Cerca das 01:00 arrumamos o material e regressámos a casa, tendo no recinto ficado quase toda a gente.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 27-01-2007

Aproveitando a noite limpa e com uma Lua em quarto crescente, mas ainda com a fase ainda a cerca de 70%, cerca das 19:45, dirigi-me à Atalaia com o meu filho André Alexandre. Chegado ao local, já lá se encontravam o João Gregório e mais três astrónomos amadores, que preparavam a instalação dos seus equipamentos.
Mais uma vez, dada a hora a que fomos para o local, passei pelo MacDrive e levámos uns hambúrguers e coca-cola e chegados ao sítio, a primeira coisa a fazer foi devorar o repasto, iluminados por uma Lua, que parecia um holofote muito potente. O céu estava limpinho e Orion e o Cão Maior e Sirius, guardavam já o céu em direcção a Sul.
De seguida, foram chegando outros astrónomos amadores e a pouco e pouco, o local foi sendo povoado com equipamentos ávidos de luz das estrelas, que a Lua não deixava chegar pura aos espelhos.
Instalei a montagem LXD75 e após os procedimentos habituais de nivelamento do tripé, acerto e alinhamento da montagem equatorial, equilíbrio e acerto do telescópio e dos buscadores, lá iniciámos com o Autostar, um Tonight Best Tour, que numa noite daquelas, banhada pela abundante luz da Lua, pouco mais deixaria ver, do que a própria Lua como não podia deixar de ser. Observámos assim a Lua, o planeta Saturno e os seus belos anéis e algumas luas, alguns enxames abertos e enxames globulares e claro a grande nebulosa de Orion e algumas galáxias fraquitas, dado o pobre contraste do céu. Havia também alguma turbulência, o que dificultava a focagem dos objectos. Mas a noite estava muito seca, não se notando praticamente a humidade, já que nem foi necessário instalar as fitas desenbaciadoras.
Aproveitei para ir explorando as capacidades do Autostar e do go-to, que mesmo com um alinhamento pouco preciso pela estrela polar e em Sirius e Capela, deixava sempre os objectos dentro do campo da ocular plossl de 26mm.
No telescópio Dobson de 10" do Francisco, íamos vendo algumas estrelas duplas e ele ia mostrando a sua mestria a encontrar estes objectos no céu com grande facilidade. O telescópio Obsession de 15" do Alberto, ia-nos maravilhando com imagens esplêndidas das crateras da Lua, com uma grande amplificação e nitidez cristalina, que só são possíveis com um espelho daquela qualidade e dimensão. Gostei também de ver e manusear o novo Dobson Meade Lightbridge de 10" do Luis Evangelista, que tem um aspecto muito bom e movimentos muito suaves. Ainda observei nele M42 e pareceu-me fornecer uma boa imagem.
A noite foi assim sendo intercalada por observação e por amena cavaqueira e pelo meio, o termo cheio de chocolate quente que o André insistiu em levar, ia aquecendo um pouco o corpo, para irmos prosseguindo na noite fria.
A pouco e pouco, as nuvens foram-se formando, primeiro a Sul, depois a Norte e depois foram aparecendo um pouco por todo o lado. Cerca das 24:00, comecei a arrumar o equipamento e depois rumámos em direcção a casa.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 23-12-2006

Véspera de Natal, foi uma boa oportunidade para matar saudades da observação no site da Atalaia, desfrutando da companhia dos já habituais colegas de hobbie e desta vez acompanhado do meu filho André e do meu novo setup; telescópio Newtoniano de 6" e montagem equatorial Meade c/ Autostar.
A noite estava muito fria e começou cedo, pois chegámos ao local por volta das 19 horas, acompanhados dos menus do MacDrive e principiei por colocar a montagem em estação efectuando o alinhamento polar e esperando a estabilização térmica do tubo óptico, enquanto saboreamos o repasto de hambúrguers, sob um céu estrelado e uma fina e bonita Lua em fase crescente a cerca de 12%.
A noite foi sendo salpicada por alguns meteoritos e principiou-se por fazer o alinhamento do Autostar pelas estrelas Vega e Pólux. O alinhamento desta forma é mais do que suficiente para observação visual, usando o Autostar e o sistema de go-to. É um prodígio da tecnologia, que acompanhado da opção Tonight Bests, nos faz percorrer os objectos mais relevantes no céu, de forma simples e rápida.
A companhia dos colegas Francisco Gomes, Joaquim Rosa, Ana Sousa, Filipe Alves, João Gregório, Alberto Fernando, José Ribeiro e Carlos Bernardino e Licínio Almeida foi apreciada, tendo o sitio sido também partilhado por pelo menos mais quatro pessoas que não conhecia.
O André gostou muito do convívio e simpatia de todos e de observar pelo brinquedo novo do pai e pelos grandes canhões de 10 e 15" polegadas do Francisco e do Alberto.
Quatro Newtonianos estavam dedicados à observação visual, estando os restantes telescópios dedicados à astrofotografia e a espectrometria de estrelas.
Saturno nasceu por volta das 21:30 e estava espectacular no Obsession de 15".
A noite foi muito bem rematada com o chá quente e bolachas e bolo rei, levados pelo Francisco e pelo João Gregório, cuja simpatia é cinco estrelas.
Não sei que temperatura estava, mas o carro ficou com uma placa de gelo.
Por volta das 01:00 desmontámos o equipamento e regressámos a casa.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 21-01-2006

Esta foi uma daquelas noites de observação, em que a Astronomia foi intercalada com gastronomia.
Graças à simpatia do Francisco Gomes e da sua esposa, e do Paulo Barros, fomos brindados com um excelente repasto ao ar livre e a baixa temperatura, na noite fria e húmida dos campos Atalaicos.
Com os telescópios a estabilizar termicamente, fomos intercalando, o espreitar na ocular gelada algumas galáxias e enxames de estrelas, e a degustação de boas cervejas, belas bifanas, entremeadas e salada de polvo, da mesa e fogareiros de serviço.
Infelizmente, o nevoeiro e humidade, não nos deixaram observar grande coisa.
Dignos de registos, ficaram a observação do planeta Saturno, a bela e obrigatória nebulosa de Orion M42, as belas galáxias em Andrómeda, M31, M32 e M110, as belas galáxias M81 e M82, M108 e a esférica e ténue nebulosa planetária M97 na Ursa Maior, a galáxia Whirlpool M51 nos Cães de Caça, os enxames M46 e M47 no Cão Maior e finalmente consegui observar no interior do belo enxame M46 a nebulosa planetária NGC2438. Muito ténue, mas estava lá a pequena argolinha de magnitude 10.1 e a 2900 anos luz de distância.
Ainda observei o duplo enxame de Perseu e na constelação do Leão as galáxias NGC 2903, M105, M96, M95 e o tripleto M65, M66 e NGC 3628.
Foi aquilo que o nevoeiro deixou observar.
No telescópio fabuloso Obsession de 18" do Anselmo ainda observei um fabuloso Saturno e o trapézio com seis estrelas na bela nebulosa de Orion.


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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 04-01-2006

Gostei de facto bastante da simpática noite de 04-01-2006 na atalaia. Foi bom rever o pessoal que já não via à algum tempo (Hugo, Anselmo, Alberto, Francisco, Filipe, Paulo Guedes e Paulo Barros) e ainda deu para observar um pouquito após o dobson arrefecer, o que não foi difícil, pois cheguei lá perto das 21:15 e estavam 3ºC e quando sai por volta da 01:00 estavam 1.5ºC!... Não levei as calças da neve e arrependi-me.
Fiquei muito contente por poder de novo espreitar por um Obsession 18" e ainda deu para observar, apesar do espelho secundário e oculares embaciadas, um magnífico trapézio com as 6 estrelas bem visíveis e no meio daquele "túnel" 3D da nebulosidade a sua volta, um belo Saturno com detalhe à farta e uma bela M82.
O Alberto fez um belo trabalho de debug do sinal do encoder que teimava em dar informação errada ao controlador e lá tirou do Anselmo a frustração de um obsession com teimosia e do contra. Ainda formámos fila aguardando a vez para espreitar.
Com o dobson ainda espreitei alguns objectos; Saturno, Marte já muito desprovido de interesse, a magnifica M42, M46 (não vi a planetária) e M47, M81 e M82, M51, M65 e M66, M95 e M96 e M105.
Ainda vi um tremendo bólide cruzar lentamente o céu da Ursa Maior até para lá de Orion, onde se desvaneceu. Foi muito bonito pois deixou o rasto e como se movia lentamente, dado o angulo, parecia ir em slow motion.
Foi muito interessante a conversa com o pessoal e assistir ao auxílio do sempre prestativo Alberto, incansável ate afinar o truss do Anselmo na perfeição.
O colega do Francisco, Taquelim, lá consegui colocar a nova montagem Vixen em estação, mas como se esqueceu da placa dovetail, não pode montar lá o tubo.
Esperemos que venham mais noites boas.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 05-11-2005

Ontem foi uma noite daquelas que se pode considerar noite meteórica, pois foram os incontáveis bólides que marcaram a noite do princípio ao fim. A chuva de meteoros Tauridea, que têm como origem o cometa 2P/Encke, a decorrer entre 04 e 12 de Novembro marcou assim perfeitamente bem o seu segundo dia. Logo na viagem pela auto-estrada, comecei por ver dois meteoros de grande magnitude na direcção norte.
Ao chegar à Atalaia, por volta das 22:13, encontrei o espaço curiosamente muito ocupado, por cerca de 15 carros e já instalados cerca de 10 telescópios.
A noite visualmente estava muito boa, mas era grande a humidade e a turbulência, que não permitiu visões de Marte muito interessantes. O planeta, na constelação do Carneiro, além de ser difícil de focar, estava muito claro e somente a mancha escura era visível a sul.
Já mais tarde, foi possível observar Saturno na constelação do Caranguejo, com algum detalhe no disco e a separação de Cassini nos anéis.
A noite foi na totalidade preenchida pelos inúmeros bólides que rasgavam os céus em todas as direcções, com radiante na constelação do Touro e alguns explodiam literalmente na atmosfera em cores azul esverdeado, chegando pelo menos um a iluminar o recinto com um flash intenso. Noite memorável desse ponto de vista.


Depois foi no meio das conversas com o Francisco, o Luis Evangelista, o Joaquim e a Ana e o Rui Rossa, que ia observando, ora no meu Dobson 8", ora no Dobson 10" do Francisco, ora no novo Maksutovs-Orionoptics OMC140 do Joaquim, que estava a fazer o First-light.

Entre os muitos objectos estelares observados, contam-se;
Nebulosa de Orionte - M42
Nebulosa do carangueijo em Touro - M1 e M45 (pleiades)
Enxames abertos no Cocheiro (Auriga) - M37, M38 e M36.
Enxame aberto em Gémeos - M35 e NGC 2392 (Eskimo nebula).
Enxame aberto em Cão Maior (Canis Major) - M41
Enxame aberto no Caranguejo - M44 (Presépio ou Beehive cluster)
Galáxias em Andrõmeda - M31, M32 e M110
Enxames duplo no Perseu - NGC 869 e NGC 884
Galaxias na Ursa Maior M81 e M82 e M108 e M97 (nebulosa planetária - Owl nebula)

Ainda foi possível ver as imagem capturadas do satélite de Marte, Deimos, bem como de Saturno, pelo João Gregório que junto com o José Rola e o Carlos Bernardino iam fazendo o trio da aquisição de imagem.
A grande humidade acabou por encharcar literalmente os equipamentos e fazia uma grande sensação de frio. Já pelas 03:30 a bateria dos protectores de humidade chegou ao fim e assim terminou uma boa noite de observação.

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OBSERVAÇÃO EM COLAR DE PERDIZES 04-06-2005

Tendo sido combinada a noite de observação em Colar de Perdizes com o Francisco Gomes e o Paulo Pina, após o restante grupo ter ido observar para latitudes mais a Norte em Vale de Lama para as bandas de Alpiarça, aqui descrevo a actividade naquele local.
Após a vitória de Portugal frente à Eslováquia, preparei as coisas e desloquei-me para Colar de Perdizes, via Águas de Moura e Poçeirão. Cheguei assim ao local, já tarde após as 22:30, estando já instalados no local o Francisco Gomes com o seu seu reflector de 10" e o Paulo Pina e um colega com o Takahashi. Eu levei o meu habitual e fiel reflector de 8".
À entrada para o local, estranhei o terreno lavrado junto à porta paralelamente à estrada, como que a sugerir que a entrada lá não é bem-vinda...
No local instalei-me e notei que o céu, com a Lua com fase minima, em cerca de 4%, já não é o que era e cada vez é menos propicio às lides da astronomia amadora.
Se outrora, há cerca de 5 anos na Atalaia, em noites de Lua Nova ninguém via a cara de ninguém e o chão mal se via, agora já é possível ver as caras, as cores das camisolas e ver e identificar tudo a nossa volta perfeitamente.
Só mais tarde, já por volta das 01:00 o céu ficou mais escuro e era possível observar muito bem a Via Láctea que se estendia do Cisne a Sagitário esplendorosa.
Junto com o Francisco íamos visitando o céu e percorrendo galáxias, enxames de estrelas e nebulosas e alegremente conversando e partilhando as imagens nas oculares.
Júpiter apresentava uma configuração curiosa, com três luas eclipsadas. Somente era bem visível a lua Calisto, afastada do disco do planeta. Via-se a lua Io sobre o disco percorrendo uma das bandas até se ir afastando e de repente apareceram do "nada" Io e Ganimedes. Ganimedes e posteriormente Europa, saem da sombra do planeta e aparecem como magicamente no céu afastadas do disco do planeta. Muito interessante.
Simulei mais tarde este acontecimento no skymap e deu para perceber o que aconteceu em detalhe.
Os objectos no céu visitados foram muitos e a noite foi bastante proveitosa;
Lira: a nebulosa anular M57, o enxame M56 e a dupla dupla epsilon.
Hércules: os enxames M13 e M92 e a nebulosa planetária NGC 6210.
Dragão: a nebulosa planetária NGC 6543 (cat's eye).
Ursa Maior: as galáxias M101, M109, M108, M81, M82 e a nebulosa planetária M97 (Owl nebula).
Cães de caça: a galáxia M51 e o enxame M3.
Cisne: a nebuv6826 (blinking nebula) e a dupla albireu. Ainda se viu ligeiros filamentos da Veil nebula, mas um filtro é indispensável para a observar nestes céus.
Pégaso: o enxame M15 e a galáxia NGC 7331.
Seta: a enxame M71.
Raposa: a bela nebulosa planetária M27 (Dumbbell nebula).
Virgem: a bela galáxia M104 (sombrero).
Serpente: o enxame M5.
Escorpião: os enxames M4 e M80.
Sagitário: a nebulosa planetária M17 (swan nebula), as nebulosas M8-NGC6523 (Lagoon) e a M20.NGC 6514 (trifida) e uma série indescritível de enxames que existem na direcção do centro galáctico e nesta bela constelação.
E finalmente para acabar a noite em grande;
Andromeda: as belas galáxias M31, M32 e M110.
O Francisco ainda mostrou uma série de belas estrelas duplas que são sempre bonitos objectos para visitar no céu.
A noite ficou marcada por três acontecimentos, tendo sido dois deles bastante desagradáveis;
O acontecimento agradável foi ouvir no rádio, que o Paulo Pina tinha instalado, as vozes dos pilotos dos aviões que iam passando no céu, nas suas lacónicas e telegráficas comunicações.
Um dos acontecimentos desagradáveis foi a visita de um uns fulanos numa pick-up que passaram curiosos pelo terreno duas vezes com as luzes ligadas e que após se retirarem e sem se identificarem, vociferaram: "isto é um terreno privado...".
Depois foram colocar-se no monte a leste, no outro lado da estrada com as luzes apontadas... finalmente foram-se embora. Terá também este local os dias contados?
O outro acontecimento desagradável foi que o pneu de trás direito do meu carro furou-se. Senti o carro todo a tremer e já na estrada após sair do terreno, tive que o substituir. Eram cerca das 02:30 da manhã e não foi uma experiencia nada agradável. Obrigado à ajuda dada pelo Francisco.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 12-02-2005

Após um interregno considerável sem ir à Atalaia, já cheio de saudades de observar e de rever o pessoal amigo das lides da astronomia amadora, foi bom regressar e desfrutar de uma noite muito animada. Mas, o sitio de observação já estava cheio, sendo já difícil fazer uma descrições de quem lá estava, ou quais os equipamentos presentes.
Se no inicio, quando comecei a visitar o antigo local da Atalaia, nos reuníamos cerca de uma dúzia de pessoas, agora são já muitas dúzias e grande parte das pessoas já não as conheço. Torna-se assim aconselhável chegar ao local ainda antes da hora de jantar, para não se correr o risco de perturbar os colegas já instalados a observar, com as luzes brancas da marcha-a-trás dos carros ou as luzes das bagageiras. Quem chega tarde já corre o risco de não estacionar o carro facilmente.
Acompanhado do meu sempre fiel Dobson 200mm, lá fiz o percurso num céu que já não é o que era, dada a crescente poluição luminosa a toda a volta no horizonte.
Levei preparada a observação do Cometa C/2004 Q2 Machholz, que já havia observado na noite de 18-12-2004, bem como o trânsito da lua Europa sobre o disco de Júpiter. A Lua já em quarto crescente, ainda se via a poente quando comecei a instalar o material.
Foi interessante notar o deslocamento considerável no céu do cometa, dado que se moveu desde Eridanus até Cassiopeia em tão pouco tempo. O cometa apresenta uma farta cabeleira em torno do núcleo, sendo no entanto difícil notar a cauda através do telescópio.
A observação de Júpiter não foi a mais favorável, dado que estava baixo no céu e a turbulência não permitia grandes ampliações. Tinha também o objectivo de observar a sombra de Europa em simultâneo com a passagem desse satélite sobre o disco do planeta, fenómeno que ocorreu entre as 00:30 e as 01:00, mas no entanto, as condições não permitiram esta observação.
O planeta Saturno estava muito bem posicionado em Gémeos e permitiu excelentes vistas durante toda a noite. Percorri junto com o Francisco e com o Anselmo algumas estrelas duplas bastante interessantes e foi bom verificar a boa qualidade do refractor do Francisco.
Percorri com o Dobson as constelações de Ursa Maior:

M101, a estrela dupla Mizar, M109, M97 (owl nebula), M108, M81 e M82.
Cães de caça:
M3, M94, M63, ngc4631, ngc4449, M51.
Leão:
M65, M66, M105, M95, M96 e ngc2903.
Orion:
M42, M43, estrela dupla Rigel.
Cão Maior:
ngc2362, M41, ngc2360.
Unicornio:
M50, ngc2264, ngc2261 (Hubbles variable nebula).
A noite foi sendo salpicada por inúmeros meteoritos que rasgavam o céu quase tão rápidos como um piscar de olhos.
Por ultimo o frio e a humidade venceram e a noite de observação terminou com a humidade a embaciar as oculares e o telescópio, pois tinha-me esquecido de carregar a bateria portátil, ficando as resistências de aquecimento inoperacionais por volta das 02:00.
Relembro, para terminar o relato, as belas imagens de estrelas duplas que observei e um belo Saturno no refractor do Joaquim Rosa.
Foi também uma boa surpresa observar o reflector 8" do Carlos Bernardino na montagem Celestron avanced GT. Aquele "setup" deixou-me muito interessado, dado que me pareceu uma bela solução de guiagem para o meu tubo, com a vantagem de ter "go-to" e também bastante estabilidade.
No site do Grupo Atalaia, poderão ser vistas as excelentes fotos captadas por alguns colegas:
http://pup.phpwebhosting.com/~atalaia/encontro.php?id=111

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 18-12-2004

Aproveitando uma noite que estava com a Lua em quarto-crescente, mas não muito prometedora, fui até a Atalaia, já numa hora mais tardia, tendo sido o último a chegar e encontrado o local de observação já repleto de observadores.
Foi bom rever amigos que já não via há muito tempo e a noite apesar de estar a maior parte do tempo encoberta, serviu isso sim para conversas agradáveis.
O céu esteve a maior parte do tempo tapado de nuvens em movimento muito rápido, mas sempre que se aproximava uma aberta, era uma azafama para observar o que se podia, correndo todos para junto dos telescópios e gerava-se então aquele silencio nocturno e reconfortante, com cada um entregue a si próprio olhando pela ocular ou para o monitor do Lap-top e desfutando do objecto escolhido com deleite.
Como sempre o Dobson 8" portou-se lindamente. Só necessitou de um ligeiro ajuste na colimação do espelho secundário. Este telescópio raramente necessita de ajuste no espelho primário, o que me deixa muito feliz.
Nas pequenas abertas, aproveitei logo para observar o cometa Machholz C/2004 Q2, que se apresenta muito brilhante e visível a olho nu.
Quem o observe a olho nu, vê-lo-á simplesmente como uma estrela a mais no céu e não com a forma habitual de cometa com cauda. Mesmo ao binóculo e ao telescópio, o cometa não tem cauda observável.
Este foi para mim o ponto alto da noite.
Foi ainda possível observar a Lua e o planeta Saturno.
Mais uma vez o meu telescópio deixou-me muito satisfeito pelas belas imagens que me fornece dos objectos no céu.
Passeei ainda pela bela nebulosa M42 em Orion e não deixo de ficar espantado pela densidade e riqueza que aquela nebulosidade iluminada pelas estrelas irradia. O efeito e pormenor observado naquela nebulosa é quase tridimensional.
O céu acabou por ficar totalmente tapado com nuvens por volta das 02:00. E após animada "cavaqueira", lá arrumei o equipamento e regressei a casa.
Melhores noites se esperam.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 10-12-2004

Em noite de Lua Nova mas cheia de humidade, lá encontrei já bem instalados no local o Alberto Fernando, o Filipe Alves, o José Ribeiro, o João Gregório, o José Rola e o Paulo Barros.
A noite não prometia pois a parte do céo para oeste estava totalmente encoberta com nuvéns e um ligeiro nevoeiro teimava em envolver o local. Mas, Saturno quase no zénite junto à constelação de Gémeos, e a magnifica constelação de Orion fornecem aquele chamamento que é suficientemente forte para fazer o pessoal aguentar o frio de rachar (estavam 2ºC) até mais não.
Ainda se viam muito bem as Pleiades, o Touro, o Cão Maior, o Cão Menor, a Lebre, a Ursa Maior e os Cães de Caça, o Boeiro e o Leão.
A neblosidade foi a pouco e pouco desaparecendo e lá pelas 03:30 já estava o céu a prometer e a mostrar os seus belos chamamentos. Mas já ia tarde a noite, e o frio estava a fazer das suas.
Jupiter por fim reapareceu embrulhado na Virgem e viam-se também o Corvo e a Taça.
Nem cheguei a tirar o Dobson da mala do carro, mas lá fui observando a azáfama das regulações dos PC e das baterias para os portáteis que eram carregadas com para dar mais uns momentos de afinações e regulações.
A noite estava particularmente cheia de meteoritos que salpicavam frequentemente os céus vindos de direcções de Gémeos. A chuva de meteoritos Geminidas tem a sua actividade máxima nas primeiras semanas de Dezembro.
Ainda foi possivel vislumbrar as Pleiades e o trapezio de M42 no Obsession de 15", bem como Saturno e no Meade de 8" ainda vi M51 e M65. Mais tarde ainda vi Jupiter no Dobson 8" sky watcher e Saturno no Makutov.
Por volta das 04:00 já o céu estava quase totalmente sem nuvens, mas era hora começar a pensar em regressar, pois o frio era mesmo intenso.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 25-09-2004

Uma noite de Lua quase cheia de visita à Atalaia para rever os colegas em mais uma noite de agradável convívio.
O céu estando banhado pela farta luz da Lua não era muito propício a observar outros objectos. Assim estive entretido a observar a Lua com o Dobson 8", usando o filtro lunar, pois o brilho reflectido é de tal ordem neste instrumento que quase nos fere a retina.
Umas belas imagem também foram obtidas no Maksutov do João Gregório, com aquelas oculares Clavé do Alfonso, que quase forneciam nesta combinação um efeito tridiemnsional ao relevo Lunar. Impressionante.
Foi interessante estar perto da cerca de madeira a Norte e ouvir e ver do outro lado os touros e vacas a pastarem descansados e não indiferentes à nossa presença, pois vinha espreitar aproximando-se da cerca.
Gostei também muito de espreitar pelo belo refractor TAL100RS do Joaquim, que me deixou muito bem impressionado. É um instrumento muito bom, bonito e barato, coisa que é rara conjugar. A sua ligeira aberração cromática é na observação visual quase desprezável e a mim sinceramente não me incomoda, tendo gostado muito daquele refractor de 100mm f/10, que se tornou numa hipótese futura a considerar.
Foi hilariante observar nele os cavalos lá na quinta a Oeste que pastavam indiferentes. Foi de certa maneira um ponto alto da noite, chamar alguns colegas a observar a Nebulosa da cabeça do cavalo, com o telescópio apontado a Oeste e rente ao chão, quando Orion ainda mal se elevava a Sudeste, num misto de galhofa e brincadeira inocente e bem-disposta, já bem habitual nos nossos encontros.
Na constelação de Perseu o sempre belo, duplo enxame NGC554/869, serve bem para comprovar a boa estabilização térmica dos espelhos, ao focarmos aquela caixa de jóias de estrelinhas pequeninas, muito pontuais e brilhantes.
Na constelação de Lira, a bela nebulosa planetária do Anel (Ring Neb) M57, é sempre uma visita obrigatória quando a sua posição no céu o permite.
Na constelação do Cocheiro (Auriga) ainda foi possivel visitar os enxames globulares M37, M36, M38, e na constelação do Touro ainda procurei em vão a M1 mas devido ao Luar não a vislumbrei.
Com o nascimento de Orion e dos Gémeos, foi possível revisitar a bela Nebulosa M42 e o gigante orelhudo Saturno, muito baixo no horizonte, mas com sempre aquela sensação de alegria por ver tão "estranho" planeta.
No fim da noite, a humidade venceu a luta e banhou os campos e a viajem de regresso, foi feita sob grande perigo dada a visibilidade quase nula na auto-estrada, obrigando a viajar a 40 km/h...
No site do Grupo Atalaia, poderão ser vistas as excelentes fotos captadas por alguns colegas:

http://pup.phpwebhosting.com/~atalaia/encontro.php?id=85
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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 28-08-2004

Aqui estou de regresso ao nosso querido local de observação, agora terraplanado e com uma área muito melhor para observação.
Em noite de Lua cheia, a noite pautou-se por alegre cavaqueira. Encontrei lá o Joaquim Rosa e a Ana, o Francisco Gomes, o José Ribeiro e o Filipe Alves e o João Montenegro. Já tinha saudades da sua companhia.
Ainda montei o Dobson para acompanhar os dois Mak e os dois newtonianos de 10" que já estavam em acção, mas não cheguei sequer a espreitar por ele... (estou mesmo a tornar-me um astrónomo de sofá...)...
O Joaquim e o João estiveram entretidos parte da noite a colimar o Mak do João com sucesso pelo que percebi.
A Lua cheia com o seu brilho ofuscava todo o céu e sinceramente aprecio é um bom céu escuro. Mas viam-se esplêndidas as Constelações do Pégaso, Lira e Cisne e Cassiopeia e Ofiucio e Orion a nascer majestoso e Perseu a fazer companhia a Andrómeda.
Ainda vi uns 3 meteoritos e já de volta a casa vi aparecer o planeta Vénus.
É bom saber que o velho terreno da Atalaia está pronto para nos receber de novo.
No site do Grupo Atalaia, poderão ser vistas as excelentes fotos captadas pelo Filipe com a sua espectacular Canon 300D:

http://pup.phpwebhosting.com/~atalaia/encontro.php?id=81
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Observação em Colar de perdizes 26-06-2004

Em noite de Lua em Quarto Crescente, cheguei ao local de observação cerca das 23:15. Já se encontravam no local inúmeros colegas e ao todo contei cerca de 13 telescópios.
A noite iniciou-se em amena cavaqueira com o colega Francisco e com um casal de visitantes novos no sitio, enquanto aguardava que o espelho do telescópio estabilizasse termicamente. Era entretanto possível observar visualmente o céu e notar um imenso número de satélites que cruzavam o céu em trajectórias diversas.
Foi muito curioso observar um satélite que parecia piscar a cruzar o céu numa trajectória Sul-Norte, bem como um conjunto de três satélites pareciam cruzar em formação o céu a Este no sentido Sul-Norte. O colega Alcino também observou o trio.
O ponto alto foi a passagem da Estação Espacial Internacional-ISS que cruzou o céu de Sul para Norte já um pouco por volta das 04:30.
A noite foi particularmente interessante do ponto de vista do número de meteoritos observados, tendo a humidade e os mosquitos atacado fortemente e foi necessário instalar os protectores de humidade para poder continuar a observar condignamente, pois a noite prometia, com a Via-Láctea a destacar-se imponente no céu.
Após a Lua mergulhar no horizonte, por volta das 02:00, iniciei uma interessante visita aos objectos de céu profundo.
Visitei inumeros que já conhecia e outros que nunca tinha observado antes:

Andrómeda: M31, M32, M110.
Aquário: M2, M73, M72, ngc7009 (Saturn Nebula) e ngc7293 (Helix Nebula).
Cães de Caça: M3, M51.
Capricórneo: M30.
Cassiopeia: M52, M103.
Hércules: M92, M13.
Lira: M57.
Pegaso: M15, ngc7331.
Perseu: ngc869, ngc 884 (duplo enxame)
Seta: M71.
Sagitário: M75, M55, M54, M70, M69, M22, M28, M8, M20, M21, M23, M25, M18, M17.
Triangulo: M33.
Ursa Maior: M101, M109
Raposa: M27.

Por ultimo acabou por aparecer o planeta Vénus, antes do nascer do Sol. É bonito ver o seu brilho imenso, após o ter visto a passar, como um pequeno circulo preto, no passado dia 08, à frente do Sol, no Trânsito inédito.
No site do Grupo Atalaia, poderão ser vistas as excelentes fotos de inumeros objectos captados pelos colegas de observação:
http://pup.phpwebhosting.com/~atalaia/encontro.php?id=72

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OBSERVAÇÃO EM COLAR DE PERDIZES 11-06-2004

Uma noite de boa observação em Colar de Perdizes.
Cheguei ao local por volta das 22:35 e já se encontravam lá o Luís Evangelista, o Alberto Fernando, o José Ribeiro, o Paulo Pina e o Pedro Mota. Pouco depois chegaram também o Joaquim Rosa e a Ana, o Francisco Gomes e o Filipe Alves.
O céu estava bastante bom e a via láctea rasgava o céu monumental como sempre. A Noroeste o clarão de poluição luminosa somada de Lisboa e Montijo estraga-nos a visibilidade toda a Oeste infelizmente.
Júpiter em Leão mostrava uma curiosa disposição das quatro Luas todas todas juntinhas e parecendo sobrepor-se duas delas. Muito curioso.


Gostei especialmente dos dois cometas C/2001 Q4 Neat (mag 4.1) e C/2003 K4 Linear (mag 7.9) no Dobson 8". O Q4 estava particularmente com um grande "coma".



O ponto alto da noite para mim foi certamente observar a separação original da estrela Antares, no Obsession 15" do Alberto e no Orion 10" do Joaquim, usando o filtro O3. As duas estrelas de magnitudes 0.9-1.2 e 5.4, separadas nas suas cores vermelha e verde usando o filtro O3 foi magnífica. Até parecia o elogio omnipresente à nossa bandeira gloriosa, vindo dos céus.
A noite de observação foi particularmente produtiva em objectos de céu profundo:

Hércules: M92, M13, NGC6210.
Lira: M57, dupla dupla, M56.
Dragão: NGC6543.
Cisne: NGC6826 e dupla Albireu.
Raposa: M27 e Cluster de Brocchis (coathanger).
Seta: M71.
Serpentário: M19 e M62
Perseu: Duplo enxame NGC869/884
Andromeda: M31, M32, M110.
Cassiopeia: M103.
Cães de caça: M3 e M51.
Sagitário: M17, M20, M8, M23.
Escorpião: M4, NGC6144, M80, M6.

No site do Grupo Atalaia, poderá ser vista a beleza em forma de fotos de inumeros objectos captados pelos outros colegas:
http://pup.phpwebhosting.com/~atalaia/encontro.php?id=68

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OBSERVAÇÃO EM COLAR DE PERDIZES 24-04-2004

Uma boa noite de observação que acabou por surpreender, apesar de alguma nublosidade que ameaçava a Oeste.
Cheguei ao local de Colar de perdizes por volta das 22:20 e fui o primeiro a chegar ao local ainda deserto.
Foi interessante ficar fora do carro com as luzes apagadas ouvindo os ruídos da noite. Lá ao longe o som rangido do moinho de vento da Herdade do Colar de Perdizes cortava o silêncio profundo e ausênte de sons humanos. Um momento de comunhão com o céu e a terra.
Os pássaros nocturnos tagarelavam em assobios majestosos entrecortados pelas cigarras e pelas rãs.
Passados cerca de 15 minutos começaram a chegar os primeiros colegas e iniciei a montagem do Dobson 8", a alinhar os buscadores pela estrela polar. Instalei ainda os desembaciadores, mas estes não teriam sido necessários, pois a noite não esteve húmida nem fria.
Cerca das 23:15 éramos já 12 pessoas no local e estavam instalados pelo menos 10 telescópios, entre os Dobsosn de 8" e 10", refractores e catadioptricos.
A Lua ainda a cerca de 25% de fase crescente majestosa mostrava sem vergonha a parte do disco não iluminada através do binóculo 8x50.
Os planetas Vénus, Saturno e Júpiter, de observação obrigatória, mostravam-se sem grandes pormenores pois a noite não era para planetas. Marte já se mostra muito tímido no seu disco minúsculo.
Após o arrefecimento dos espelhos iniciei um passeio pelas constelações à medida que o céu evoluia com a rotação da Terra:
Leão: M65, M66, M95, M96, M105 e NGC2903.
Coma Berenices: M53, M64, Melotte 111 (com binóculo), M85, M88.
Virgem: M104 (sombrero), M61.
Serpente: M5 (mas que belo enxame), IC4756, M16
Serpentário: os enxames estelares M10, M12, M14, M19, M62
Balança: NGC 5897
Corvo: NGC 4038, 4039
Escoprião: M4, M80, M7
Cães de caça: M3, M51 (Whirlpool)
Hércules: M13, M92, e pela pimeira vez vi a nebulosa planetária NGC 6210
Lobo: NGC 5986
Lyra: M57, M56 e a dupla-dupla Epsilon1, Epsilon2
Cisne: M29, a dupla Albireu e a nebulosa planetária NGC 6826. Ainda tentei a Veil Nebula, mas a noite
estava muito clara.
Raposa: o cluster Brocchis e a nebulosa planetária M27 (Dumbell)
Dragão: pela primeira vez observei a nebulosa planetária NGC 6543
Ursa Maior: M101, M81 e M82
Andromeda: M31 e o cometa C/2004 F4 Bradfield por volta das 04:30.
O cometa C/2003 T3 Tabur estava muito perto do F4, mas como a sua magnitude prevista era 8.6, provavelmente confundia-se na cabereira do F4 que tinha magnitude prevista de 4.7.

Os pontos altos da noite foram foram sem dúvida aquele passarinho Rouxinol que cantou maravilhosamente durante a noite toda e nos fez uma bela companhia, foi o belo lanche preparado pelo Francisco e claro a visão extraordinária do cometa C/2004 F4 Bradfield, que apesar de não ser visível a olho nu, no binóculo dava uma visão única.
A oportunidade de ver o cometa fez aos mais resistentes esperar pelo nascer da constelação de Andrómeda e vibrar a observar aquela cabeleira de mais de 5º de céu e ficar acordados até ao nascer do dia.
Felizmente o Luís Carreira captou imagens do cometa e registou o nosso espanto ao observar nos binóculo e no Dobson 8" do Luís Evangelista.
Tive uma bela oportunidade de observar pelos binóculo 16x70 do Alberto Fernando e 7x50 do Luís Carreira que me proporcionou a melhor visão que já tive num binóculo. Certamente uma bela máquina, pelo contraste e pelo campo real aquele Fujinon FMT-SX.
Também foi uma boa surpresa a visão proporcionada pelo pequeno Megrez do Joaquim Rosa. Aquele pequeno refractor permite um grande campo de visão e tem um contraste óptimo.
No site do Grupo Atalaia, poderá ser vista a beleza em forma de fotos de inumeros objectos captados pelos outros colegas:

http://pup.phpwebhosting.com/~atalaia/encontro.php?id=58

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OBSERVAÇÃO NO SITIO DA PORTELA DE S. FAUSTINO - Boliqueime - Algarve 10-04-2004


Noite de sábado, dia 10 de Abril, de espectacular visibilidade no sitio de Portela
de S. Faustino, na encosta montanhosa a norte de Boliqueime - Algarve.
Após o Pôr do Sol, junto com o meu filho preparei a montagem rápida do ES Astroscan 4"
no tripé e preparei o binóculo 8x50 e íamos vendo os primeiros sinais no céu que
começava a escurecer.


Primeiro o magnifico planeta Vénus e depois Júpiter e a estrela Sirius e Procyon
dignaram-se aparecer.
Vénus com a metade iluminada e muito brilhante na constelação de Touro apresentava-se
como uma pequena "Lua" muito bonita de se observar e que o Astroscan com a Barlow
TV 3x e a Plossl TV 15mm ampliava a cerca de 90x muito bem.
O planeta Marte apresentava a sua habitual cor castanho alaranjada mas sem qualquer
pormenor a tão baixa ampliação e não era mais que um minúsculo disco.
O planeta Saturno estava magnifico na constelação de gémeos e é sempre um prazer
observar aquele espectáculo de anéis e rodeado das luas como pontinhos a sua volta.
O gigante Júpiter estava situado mesmo por baixo da constelação do Leão com os seus
quatro satélites principais bem afastados e apresentava um belo disco de detalhe com
as duas bandas principais muito nítidas e cheio de pormenor.
Fui depois explicando ao filhote as constelações. Orion e o seu cinturão, remetendo
sempre que podia e sabia, para as figuras mitológicas, o Touro, os Cães Maior e Menor,
os Gémeos, as Plêiades, o Cocheiro, a Hidra e o Leão, a Virgem e o Corvo, a Baleia e
a coroa Boreal, a Ursa Maior e a Cassiopeia e a determinação da Estrela Polar e da Ursa Menor, Cefeu e os Cães de Caça e o Dragão e Hércules e Perseu.
Foi um passeio bonito e didactico pelo céu, onde o meu filho delirava com as estrelas
e a juntá-las. Foi bonito visitar alguns Messier assim acompanhado, onde os enxames
de estrelas tinham um papel principal e sempre que podia comparava a vista com o
binóculo e com o telescópio a baixa ampliação.

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PRIMEIRA OBSERVAÇÃO EM COLAR DE PERDIZES 13-03-2004

Uma noite limpa mas cheia de humidade para uma boa noite de observação e de boa companhia.
Contabilizei a quilometragem na ida de Setúbal para Colar de Predizes e temos ao longo do trajecto:

Setubal a Águas de Moura: 18 km
Águas de Moura ao Podeirão: 7 km
Podeirão a Lagoa do Calvo: 4 km
Lagoa do Calvo ao cruzamento com semáforos (Canha, Montijo, Pegões): 3 km
Cruzamento dos semáforos a Foros do Trapo: 1 km
Foros do Trapo ao sitio de Colares de Perdizes: 4.6 km

Total: 37.6 km
Ida e volta: 75.2 km


Esqueci-me de carregar a bateria dos protectores de humidade e a noite foi curta com
o meu telescópio.
Após observar Júpiter, Saturno, M42, M51, M101, M57, M3, M65, M66 e NGC3628, e tudo embaciar,
tive que ir saltitando pelos muitos telescópios dos amigos. Contei 13 telescópios lá.
Nunca tinha visto Centauro-A e Omega do Centauro e foi espectacular observar esses dois objectos, imortalizados na
Canon digital SLR do Filipe Alves. Foi sem duvida o momento alto da noite.
Também foi uma emoção imensa, observar o grandioso Omega no telescópio do Joaquim e no do Alfonso. Que maravilha.
Também estavam muito bons os enxames que o Pedro Mota esteve a captar, apesar das acrobacias da montagem a enterrar-se no terreno fofo.
Outro momento alto da noite foi o transito de Ganimedes e da sua sombra sobre o planeta Júpiter, que o Paulo Guedes
esteve a gravar através do seu Mak.
O transito foi seguido no refractor apocromático 7" do Alfonso Portela e no Merak 12" do Seabra estava muito bom.
A visão de Júpiter no TMB 7" era deslumbrante... nunca tinha visto nada igual. Via-se tanto pormenor.
A GMV, a pequena Ganimedes e a sua sombra... fenomenal.
Já mais tarde, a Lua no refractor do alfonso estava cristalina e fenomenal apesar de tão baixa e da turbulência. Visão única.

No site do Grupo Atalaia, poderá ser vista a beleza em forma de fotos de inumeros objectos
captados pelos outros colegas: http://pup.phpwebhosting.com/~atalaia/encontro.php?id=53

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A PROCURA DE UM SITIO ALTERNATIVO PARA OBSERVAR EM 02-01-2004

A inacessibilidade do nosso antigo sitio de observação, denominado agora Atalaia A, levou-me junto com o Joaquim Rosa, a Ana Sousa, o Hugo Silva e o Filipe Alves, a irmos sondar um novo sitio. Esse sitio alternativo é na propriedade de Colares de Perdizes, situado a de 3km do cruzamento com semáforos na estrada N4 do Montijo para Pegões com a estrada do Poçeirão para Canha.
Fiz o caminho a partir de Setúbal pela estrada N10/IC1 em direcção a Águas de Moura e lá voltei à esquerda para o Poceirão. Passado o Poçeirão chega-se ao referido cruzamento com semáforos. Nesse cruzamento segue-se em direcção a Canha e a cerca de 3km no lado esquerdo fica a entrada da herdade de Colares de Perdizes.
O sitio é excelente pois o horizonte é enorme em todas as direcção e não se vê tanta poluição luminosa como em Atalaia A, devido às cidades próximas. Apesar da noite ser de Lua em Quarto crescente já a cerca de 80%, é possível ver a olho nu as 7 estrelas de Ursa Menor e o enxame M44 (Presépio) no Caranguejo.
Mas, a existência da estrada para Canha com algum transito, obrigará a avançar um pouco pela herdade a dentro, para o sitio de observação ficar mais resguardado.
Acabámos a noite depois no terreno alternativo na Atalaia, chamada Atalaia B, e que fica a Norte do site habitual e agora tornado inacessível. O objectivo foi comparar as condições do céu com Colares de Perdizes. Ainda montei o Dobson para observar Orionte, M42, a Lua, Saturno e Jupiter e M46 e M47.



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O SITIO DE OBSERVAÇÃO INACESSÍVEL E A PROCURA DE UM OUTRO EM 30-12-2003

Hoje ao fim da tarde, a convite do Alberto, fui junto com ele e com o Paulo Guedes e o Filipe Alves, dar uma volta no terreno onde observávamos e nas suas vizinhanças.
Aquilo foi mesmo lavrado junto à estrada alcatroada, numa faixa longitudinal que destruiu também a estradita por onde entrávamos para o sitio. Inclusive, mais ou menos na zona de observação, estão lá uns montes de estrume mal cheirosos, como por ironia e a jeito de provocação, se a houve.
Entramos no terreno, por uma estrada que fica junto à vedação da propriedade anterior (aquela da lâmpada chata) e verificamos que esse caminho contorna praticamente todo o terreno, a Oeste e a Norte.
Lá no fundo, a Norte, fica uma zona plana e mais alta, que é muito melhor para observar do que a antiga junto à estrada alcatroada, pois deixa de ter a parede das árvores a Sul, deixa de ter veículos a passar perto na estrada com as luzes acesas, deixa de ter a tal lâmpada chata a chatear e deixa de ser um sitio muito visível para quem passa na estrada.
Ou seja, é mais discreto e lá passamos mais despercebidos e as condições são melhores.
Depois visitámos os territórios adjacentes e entramos numa propriedade onde criam grandes porcos e aves. É uma quinta a Sudeste, vedada e com casario, mas sem luzes acesas.
Fomos surpreendidos pelo suposto proprietário que ia a chegar de Jipe, quando já estávamos a abandonar o local, após várias voltas pelos caminhos ao redor das casas. Foi embaraçoso pois já era escuro, mas o senhor foi simpático e disse logo que poderíamos observar ali se quiséssemos, sem problema, após eu explicar o que estávamos ali a fazer. Mas lá há uma outra propriedade muito perto que tem várias luzes...
Expliquei a situação do terreno de observação charruado e ele disse que o dono ia lá plantar batatas, mas que também não se importava que nós o usássemos.
Ele disse que o dono do “nosso” pequeno terreno ( :-) ) trabalha na secção de venda de peças da RENAULT no MONTIJO. Ele disse que podíamos falar facilmente com ele, se quiséssemos, pois era só ir lá ter com ele, e que com certeza nos autorizaria a usar o terreno para observar.
Esse caminho junto à vedação Oeste tem umas depressões algo profundas, feitas pelos rodados dos carros que lá passaram, mas não tem pedras, o que à partida não coloca problemas aos “underbody” dos carritos. Mas convém conduzir com cuidados e a baixa velocidade (mesmo baixa...).
Após avançar cerca de 150m até ao fundo em direcção a Norte e depois volta-se a direita sempre lado a lado com a vedação Norte e a cerca de 50m está o novo local, que por sinal é onde iria ter a antiga estrada que atravessa o terreno, aquela por onde nós entravamos.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 23-12-2003

Nesta noite antes do Natal de 2003, aproveitámos a noite boa e límpida após mais de um mês de céus nublados.
Foi um grupo de observadores mais pequeno, mas bem equipados.
Puderam nomear-se o Paulo Guedes com o MC 6" a fazer astrofotografia com a webcam, Alberto com o Obsession 15",
o Alfonso com o Obsession 15", o Filipe com o NW 10" e a canon 300D a fazer astrofotografia, o Hugo com o TEC MC 8",
O Mota com o NW 8" modificado e a fazer astrofotografia com webcams, eu com o Dob 8",
o Joaquim Rosa e a Ana com o NW 10" e o Francisco Gomes com um binóculo Orion 12x50.
Estava uma noite muito fria a ponto de gelar os pés e as mãos e se formar gelo sobre os carros.
Apesar de se notar um brilho intenso ao redor no horizonte devido provavelmente a reflexão na camada de humidade,
puderam observar-se muitos objectos interessantes em Ursa Maior, Leão, Orionte, Cão maior e Monoceros.
Como pontos altos da noite posso referir a magnifica visão da nebulosa de Orionte nos 15" do Alfonso e do Alberto,
O Saturno Magnifico no TEC e as nebulosas do Esquimó e Cabeça do Cavalo no 15" do Alberto e as seis estrelas do trapézio.
Muito interessante foi a quantidade enorme de meteoritos que foi possível observar a sudeste na zona do Leão,
que foram em número superior a uma dúzia ao longo da noite.
No link no site da Atalaia http://pup.phpwebhosting.com/~atalaia/encontro.php?id=39 é possível ver um relato mais detalhado e ilustrado da noite de observação.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 21-06-2003

Esta foi a noite mais curta do ano, a noite do solesticio, com um céu muito claro e com alguma turbulência.
Testei nesta noite a modificação no tubo do Dobson8, tendo alterado a aranha original do espelho secundário
com quatro apoios, construindo uma nova aranha de três apoios. Foi construida com um novo centro em telfon e
aproveitando três dos apoios em aço da aranha original.
O objectivo desta modificação foi o aumento do contraste dos objectos planetários. Com esse objectivo também pintei
de preto o bordo do espelho secundário.

Objectos observados:

Enxame M3 e M51 nos Cães de caça
Estrela dupla zeta-UMa na ursa maior (Mizar)
Enxame globular M13 em Hércules
Nebulosa planetária M27 na Raposa (Dumbbell)
Enxame globular M71 na Seta
Nebulosa planetária M57 na Lira (Ring)
Estrela dupla-dupla delta1, delta2 - Lyr na Lira
Nebulosa planetária NGC6826 no Cisne (Blinking)
Estrela dupla beta-Cyg em cisne (Albireu)
Enxames globulares M4 e M80 no Escorpião
Nebulosa difusa M17 no Sagitário (Omega / Horseshoe / Swan)
Nebulosas difusas M8 e M20 no Sagitário (Lagoon e Trifida)
Enxames M54 / M70 / M69 / M28 / M22 / M23 / M18 no Sagitário

O ponto alto da noite foi a observação de Marte, que se encontra no Aquário.
Apesar da atmosfera não estar muito estável, o planeta apresentou pormenores como nunca tinha visto,
vendo-se com muito detalhe a calote polar muito definida e branca e em contraste sobre a superfície
alaranjada/castanho dos mares negros (syrtis major?).
Marte está muito bonito, apresentado uma fase bem definida, cuja superfície iluminada aumentará até atingir a
totalidade do disco no final de Agosto.
Nesta observação, o efeito da nova aranha de 3 apoios do espelho secundário, apresentava 6 finos prolongamentos
projectados em ângulos de 60 graus, quer eram menos brilhantes que os anteriores 4 prolongamentos a 90 graus
da aranha original de quatro apoios. O setup anterior diminuia o contraste sobre a superfície do objecto planetário,
devido ao maior brilho concentrado, mas passou-se de 4 para 6 prolongamentos,
sendo o efeito dependente do gosto de cada um.
Nos discos de Airy tambem se nota o efeito desta alteração aparecendo os discos agora com mais projecções radiais,
embora menos brilhantes.
O planeta Urano a cerca de 6 graus de Marte apresentava também um bonito disco azul, embora minimo.
Por fim a lua apareceu e mostrou um bonito terminador, que é sempre muito agradável observar.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 03-05-2003

Ontem a observação na Atalaia pautou-se por uma noite sem Lua, mas com condições de observação muito piores
do que a semana passada. Apesar do céu ter estado limpo até cerca das 03:00, a transparência não era muita
e não favorecia a observação. Também notei um aumento exagerado da poluição luminosa, quase degradando a noite,
relativamente a semana passada.
Foram tambem notadas as ausencias dos colegas habituais de observação. Espero que brevemente lá nos encontremos todos.
Ontém estavam lá além de mim, o Alcino Pacheco, o Luis Evangelista o João Ventura e o Jorge Canelhas,
o casal espanhol, um senhor que tem um Subaru parecido com o do Alfonso e uma serie de curiosos que não
conhecia mas que se reuniam mais ou menos por volta do Alcino, que fazia as honras de "host", e do Luis e do Jorge.
Ao todo contei 5 Newtons de 8" (um dos quais em montagem EQ6), dois Catadioptricos e um binóculo.
Aproveitei a relativa calma no local e após o arrefecimento da praxe do telescópio percorri as constelações
no céu de forma proveitosa, tendo sido os seguintes objectos observados:

Planeta:
Jupiter, nada espectacular dada a noite má. O transito de IO e a grande mancha vermelha sé aconteciam entre
as 02:00 e as 03:00 já o planeta estava muito baixo.
Leão:
NGC2903, M95, M96, M105, M65, M66 e NGC3521. Ainda observei as duplas Regulus (40x) e Algieba (120x).
Virgem:
M104 (sombrero), M61, M49, M59, M60, M58, M89, M90, M87, M86 e M84
(este enxame foi todo observado, mas tinha dificuldade em saber quem era quem...). Ainda vi a dupla teta a 120x e a 200x.
Balança:
NGC5897 (Enxame globular).
Escorpião:
Os enxames M80 e M4. Antares não se conseguia separar dada a má visibilidade...
Ursa Maior:
M51, M101, M109, M97, M108, M81 e M82
Cães de caça:
o obrigatório M3 (faltam os restantes objectos num outro dia)
Lira:
a obrigatória nebulosa planetária M57, as duplas Eta1 e Eta2 facilmente separadas a 120x e o enxame M56
Hercules:
Os obrigatórios M13 e M92 e a planetária NGC6210
Cisne:
A espectacular nebulosa NGC6826
Seta:
O enxame M71
Raposa:
A maravilhosa nebulosa M27
E foi assim a noite. A planetária do Dragão continuou a ser adiada...
Por volta das 02:00, os visitantes inesperados foram abandonando o sitio e acabamos (eu, o Alcino, o Luis,
o João e o Jorge), em amena cavaqueira cerca das 03:00, pois o céu rapidamente ficou cheio de nuvens.

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OBSERVAÇÃO NA ATALAIA EM 26-04-2003

A noite na Atalaia esteve excelente e muito calma, com 5 telescópios e um binóculo Proteus que me deixou entusiasmado para comprar também um.
Alguma humidade, mas um céu estável e muito bom e Júpiter com o transito de IO, junto ao enxame do presépio M44 estava muito bom.
Foi interessante ver a intersecção daquele pontinho branco com o disco do planeta.
Noite muita boa para percorrer os enxames em Hércules, na Serpente, em Cães de Caça, no Escorpião e depois já
tarde em Sagitário e comparar os brilhos, a resolução e comparar os telescópios (10" do Filipe, 8" do Anselmo
e o meu, o Maksutov Intes-micro 6" do Joaquim e um pequeno refractor Sky-watcher 102/500 AZ3 do amigo Gomes,
que não parava de elogiar o meu 8"... com bastante razão em abono da verdade... ;) ).
Um passeio pelas nebulosas planetárias no Cisne, em Hércules, na Lira, na Ursa Maior e em Vulpecula, também
para compararmos as visões nos diferentes aparelhos. A do Dragão é muito difícil e desisti de novo...
M57 estava fabulosa. A blinking estava muito bela a 200x.
Também foi interessante procurar algumas duplas pois a calma da atmosfera permitia e convidava a isso.
A noite acabou por volta das 03:15 com uma contemplação visual da Via láctea em amena cavaqueira enquanto esperávamos
a vinda da boleia do Sr. Gomes.

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© Ulisses M. M.